
Prof. Dr. Rodrigo Seixas (IL-UFBA)
Resumo

Prof. Dr. Paolo Demuru (PPGL-Mackenzie)
Resumo

Prof. Dr. Argus Romero (FAALC-UFMS)
Resumo

Prof. Dr. Adrian Pablo Fanjul (DLM-USP)
Resumo
A denominação “transição democrática” se consolidou para categorizar os processos políticos de saída de regimes ditatoriais nas últimas décadas do século XX, principalmente na América Latina, mas com extensão do termo aos casos da Espanha, de Portugal, e inclusive ao final do apartheid sul-africano. Consideramos que, no plano do discurso, as transições se caracterizaram pela consolidação de determinados pré-construídos, que, com o advento e auge das extremas direitas, começam a perder hegemonia em um processo ainda aberto. Particularmente, em torno dos crimes dos agentes do terrorismo de Estado, os pressupostos de necessidade de responsabilização entram em um jogo de forças com tendências de revisionismo ideológico que disputam a construção desses crimes como objeto de discurso.
Brasil e Argentina são dois países da região em que a justiça de transição teve desenvolvimentos muito diferentes, e, portanto, que receberão as tendências negacionistas e/ou revisionistas a partir de condições de produção discursiva díspares. Exporemos e compararemos, nesta apresentação, peças discursivas dos dois países que têm em comum serem produzidas com motivo dos aniversários dos golpes de Estado de 1964 (Brasil) e de 1976 (Argentina). Sustentamos que a contestação que é praticada nessas peças é, ainda, subordinada aos pré-construídos dominantes nas transições. Focalizamos, na análise, as formas de generalização de pessoa, a interlocução posta em cena, a determinação nas denominações e os processos de reformulação polêmica.
